vinte e seis de julho de dois mil e sete
Quando eu te deixar Vou levar papel em branco Espalhar por cada canto um barco de papel Sei Que o amor é fácil de afogar E se você tem um barco Maior chance de se salvar Mas ora Você partiu antes de mim Nem me deixou barco frágil Pr'eu me salvar do naufrágio Que foi te dar meu coração Por isso canto todo o poema em ode sua E recorto em dobraduras Mais um barco de papel Para mim Não sinto tua falta Não sinto falta do teu cheiro De perfume importado Que me exportou de mim Não sinto falta Do teu érre puxado Nem do teu beijo Gosto-de-dente Que morde coração-envenenado Não sinto tua falta Não sinto Nem lembro de você Nem da tua respiração ofegante Eu não sinto falta Eu sinto ânsia Distância Do teu signo-preto Do teu silêncio-grito Sinto ânsia E a provoco Enfio meus dez-dedos Na garganta Pra ver se vomito teu ser Da minha alma Quando eu te deixar Vou levar papel em branco Espalhar por cada canto um barco de papel Eu tô perdida num mar de ondas suas E remo sem destino esse ba...