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Muitos não sabem, mas eu andei triste. Triste como nunca estive antes, de um jeito que pretendo nunca mais experimentar. Durante esse tempo, eu me perguntei várias vezes onde estavam os meus, por que não estavam pra mim, por que não se importavam; me senti sozinha, me senti excluída, e quanto mais perguntas eu fazia, mais me sentia assim e mais eu me isolava. Meu quarto foi o melhor lugar do mundo, o silêncio o melhor conselho e o choro meu melhor amigo. Ao mesmo tempo que eu sentia tudo isso, eu não sentia nada; e entre um turbilhão de pensamentos eu também não entendia nada, só queria que acabasse, só queria não me afogar mais dentro de mim mesma. Perdi as contas de quantas vezes me olhei no espelho e não me reconheci, tive medo do que via e medo do vinha.
Hoje eu me pergunto: onde eu estive? Como as pessoas mais importantes da minha vida poderiam estar para mim, se eu me escondi esse tempo todo e nunca pedi ajuda? E, ainda que alguns tenham tentado, eu não permiti que chegassem até mim. Mas não me culpo e não culpo ninguém; não há cobranças para o amor, para o bem querer, eles apenas florescem em nós diante de quem amamos. E isso nos inclui, pois devemos amar e querer bem a nós mesmos. Aos poucos vamos percebendo a leveza que isso nos traz.
Eu me (re)descobri nos meus escritos e na minha voz: é uma sensação libertadora hoje sou mais forte, me sinto pronta pra ser melhor pra mim e pra qualquer pessoa que esteja ao meu redor, e morro de orgulho de mim mesma por tamanha evolução. Ainda estou longe de ser perfeita, mas sou grata pelo que me tornei; também sou grata por todo apoio e amor que sempre tive dos meus pais, família e amigos que, independentemente do contato, eu sei que os tenho comigo pra qualquer situação.

Todos temos milhões de problemas, mas nem sempre sabemos lidar com eles e não cabe a nós julgarmos os problemas alheios. Sejamos empáticos uns com os outros, compartilhemos dos medos, das dores e não só das flores, porque a vida não é só isso.

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